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A faturação eletrónica na banca, segundo a Caixa Geral de Depósitos

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A Saphety, em parceria com a IDC, tem organizado um ciclo de webinars dedicados à faturação eletrónica. As Saphety Talks contam com a presença de personalidades de referência em diversos setores de atividade, onde a Saphety procura promover a partilha de experiências, discutindo sobre os principais desafios da transformação digital nas empresas e o papel da faturação eletrónica.

 

Numa das edições dedicada ao setor da banca e seguros, contou com a representação da IDC, da Caixa Geral de Depósitos e da companhia de seguros Tranquilidade.

 

Ultimamente, este setor tem adotado a faturação eletrónica como forma de agilizar processos de pagamento/recebimento, apostando na transformação digital das empresas.

 

Em representação da Caixa Geral de Depósitos, foi entrevistado Nuno Serra e Oliveira, diretor Procurement, Faturação e Pagamentos.

 

Nuno Serra e Oliveira, inicialmente questionado sobre o principal motivo que levou a que a Caixa Geral de Depósitos aplicasse o sistema de faturação eletrónica, respondeu que este era um tema de grande importância para a CGD, líder na faturação eletrónica no setor da banca. O entrevistado referiu que alguns dos motivos principais para aderir à faturação eletrónica tinham sido a eficiência do processo e os controlos de custos, fundamentais no contexto atual de pandemia, mas que o mais importante tinha sido a velocidade do processo, impossível de conseguir através de outras formas de faturação.

 

Nuno Oliveira indicou ainda que o objetivo da Caixa Geral de Depósitos no apoio à economia nacional, injetando liquidez na mesma por via dos seus fornecedores, torna-se possível com a antecipação de pagamentos que só a faturação eletrónica permite.

 

Quando questionado sobre a forma como a faturação eletrónica contribuiu para a melhoria dos processos e controlo de custos, o mesmo afirmou que esse controlo é real, no sentido em que conseguem ‘fazer mais com menos’. Considera também que o cerne da questão continua a ser tornar os processos mais eficientes, permitindo libertar pessoas para tarefas de valor acrescentado ao tornar as tarefas de processamento totalmente automatizadas.

 

Questionado se Portugal está no bom caminho na questão da transformação digital, respondeu com um seguro sim e que isso era visível tanto na atividade da Caixa Geral de Depósitos, como no panorama da maioria das empresas.

 

No que se refere à questão sobre a qual a faturação eletrónica faz mesmo diferença, Nuno Serra e Oliveira respondeu que foi exatamente quando as equipas passaram a trabalhar em regime remoto que a faturação eletrónica se tornou essencial, ao mesmo tempo que o apoio à economia só é possível com uma maior rapidez de pagamentos. Tendo a Caixa Geral de Depósitos antecipado pagamentos de mais de 160 milhões de euros desde o início da pandemia, significa dinheiro injetado na economia mais cedo.

 

Atualmente, o foco da Caixa Geral de Depósitos situa-se na autofaturação e na criação de um conjunto de iniciativas para disseminar a faturação eletrónica para que empresas menores adotem igualmente esse sistema de faturação.

 

No que toca à a posição da Caixa Geral de Depósitos ao atual enquadramento legal que obriga à faturação eletrónica de contratos públicos, Nuno Serra e Oliveira afirmou que era positivo que assim fosse e que apenas pecava por ter sido uma decisão tardia.

 

Em relação ao futuro da faturação eletrónica, acredita que a maioria das empresas vai entrar nesse ecossistema de faturação, sendo a Saphety um parceiro fundamental no processo.

 

Em síntese, a faturação eletrónica é uma realidade de um número crescente de empresas. A Caixa Geral de Depósitos está ciente desde há muito que a transformação tecnológica é o caminho, sendo pioneira dessa transformação no setor da banca. Nuno Serra e Oliveira destaca que a faturação eletrónica deve ser considerada o novo normal para todas as empresas.

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