A transformação digital em Portugal no setor das utilities, segundo a Galp

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Recentemente, foi realizada mais uma edição do Saphety Talks, um ciclo de webinars dedicados à faturação eletrónica, realizado em parceria com a IDC, uma iniciativa que conta com a presença de operadores de referência em vários setores de atividade e através da qual a Saphety procura promover a partilha de experiências e discutir os principais desafios colocados pela transformação digital nas empresas e o papel desempenhado pela faturação eletrónica.

 

Esta edição foi dedicada ao setor da utilities, um setor que desde muito cedo tem procurado desmaterializar os seus processos de faturação, tendo em conta o elevado número de clientes com que se relacionam, e também a complexidade de dados inerentes ao consumo deste tipo de serviços.

 

Este evento permitiu entender quais os principais desafios da faturação eletrónica perante os principais clientes e parceiros, que fazem parte deste ecossistema tão dinâmico e competitivo, como é o setor das utilities. Um dos convidados foi Ricardo Almeida, Area Manager Accounting & Reporting da Galp, o qual referiu quais as soluções que a Galp tem implementadas neste momento e quais as suas vantagens. Informou que desde há alguns anos a Galp tem procurado desmaterializar o papel, migrar para um formato eletrónico, de fornecedores e para clientes. Trata-se de múltiplos canais e de múltiplos segmentos de negócio, com complexidades distintas, realidades que trazem desafios para captar e angariar clientes, para que possam prosseguir com esta transformação digital.

 

O convidado considera que se trata de um processo complexo, mas vantajoso. Já existem muitas provas dadas de que vale a pena prosseguir com estas soluções, que são benéficas para todas as organizações. Existem muitas vantagens da transição para a faturação eletrónica. Na lógica inbound, que corresponde ao recebimento de faturas de terceiros, consegue-se desmaterializar todo o processo e criar oportunidades para que as pessoas que estão afetas a estas funções, possam desempenhar outras atividades na organização. Na lógica outbound, de emissão de faturas aos clientes, a faturação eletrónica também é muito vantajosa: não há necessidade de expedir a fatura pelo correio. Reduzem-se os custos e também muitos recursos humanos poderão ser alocados a outras funções.

 

O convidado explica que, desde que a Galp iniciou este projeto de transformação digital, verificou um declínio significativo de trabalho a tempo inteiro em atividades com a digitalização, a triagem, o correio, o arquivo físico, o que permitiu criar janelas de oportunidade para os trabalhadores se desenvolverem noutras áreas, que criam maior valor acrescentado. O foco da empresa são as pessoas, o reforço das suas competências, comportamentais, mas também técnicas, o que é facilitado pelas tecnologias de informação e comunicação. Estas soluções permitem melhorar as competências dos seus colaboradores, o que constitui um dos objetivos da Galp. A Saphety tem sido o parceiro que tem permitido à Galp alcançar muito bons resultados com a faturação eletrónica.

 

Na Galp assiste-se a uma transformação digital, abrangendo a faturação digital que desempenha agora um papel muito importante. Com a desmaterialização do papel, a Galp está agora capacitada para tratar dados de forma eletrónica, permitindo uma integração direta nos sistemas informáticos da empresa. Através de um conjunto de algoritmos, a empresa consegue alcançar níveis de eficiência elevados.

 

Este processo de faturação eletrónica, seja inbound ou outbound, permite à Galp promover, bem vincada, uma pegada tecnológica, mas também uma pegada verde, porque existe toda a componente de proteção ambiental. A empresa tem esse objetivo bem demarcado nas atividades que se propõe realizar diariamente. Há um binómio que permite que o resultado desta grande iniciativa vá muito mais além do que possam ser os ganhos de eficiência que resultam da desmaterialização do papel.

 

O convidado incentiva as pequenas e médias empresas a dar também um passo em frente no sentido da desmaterialização, acreditando que ainda existe resistência em algumas das empresas, que pode estar mais relacionado com o desconhecimento.

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