Saphety
7.4.2016

Facturação electrónica no sector da saúde

A comunidade em torno dos serviços de saúde oferece bons exemplos práticos para compreender os benefícios de utilização do modelo de troca electrónica de facturas e documentos associados, defende Frederico Gamboa, gestor de desenvolvimento de negócio na Saphety.

Como se sabe, o setor da saúde em Portugal teve, ao longo dos anos, um crescimento significativo. Envolve, hoje em dia, uma vasta rede de parceiros de  negócio, clientes e fornecedores de bens ou serviços. É, neste sentido, um bom exemplo prático se quisermos compreender, mais claramente, os benefícios de  utilização do modelo de faturação eletrónica.

A faturação eletrónica tem vindo a ganhar a confiança das empresas internacionais e nacionais. Cada vez mais, reconhecem-se benefícios da sua utilização, sendo,  sem dúvida, a economia de custo um dos factores mais atrativos.

Apesar de esta ser a característica mais atrativa deste novo modelo é, na verdade, apenas uma
das suas vantagens. Se pensarmos, sobretudo, em grandes setores como o setor da saúde, temos facilmente uma pequena noção da complexidade da comunicação entre todas as partes envolvidas (parceiros, clientes e fornecedores).

Face ao tradicional modelo de faturação, a faturação eletrónica apresenta-se como solução lógica e vantajosa para responder às necessidades e exigências dos grandes setores, ultrapassando uma série de limitações impostas pelo anterior modelo; há uma automática optimização dos recursos dado que se desmaterializa todo o processo (notas de encomenda, guias de remessa, faturas, notas de crédito e débito, etc).

A faturação eletrónica vai automaticamente agilizar o processo de comunicação entre os parceiros, não apenas no que diz respeito ao próprio processo de faturação que, como se pode imaginar nestes casos tem uma dimensão significativa, mas também, vai agilizar o processo inerente ao envio e receção de todos os documentos envolvidos.

Encurta-se consideravelmente o timing de comunicação entre as partes, que passará a ser mais rápido dada a obrigatoriedade que os fornecedores terão que respeitar face aos clientes (que no setor da saúde fazem-se representar pelos Centros Hospitalares e Hospitais). Consequentemente, a gestão dos fornecedores é mais eficaz.

Há uma efetiva redução de tempo de espera, exigida pelo próprio processo. Para além disso, a faturação eletrónica também vai agilizar o processo dado que promove um maior relacionamento entre os clientes e a sua rede de fornecedores que opera no mercado.

O modelo da faturação eletrónica é seguro e fiável; respeita e faz respeitar todas as regras e requisitos impostos pela legislação sem dar margem ao erro. A solução deste novo modelo, promove uma ligação bidirecional entre diferentes entidades e sistemas, com a capacidade de arquivo de todos os documentos que requeiram validação legal num Arquivo Eletrónico, Fiscal e Legal.

Nos dias de correm, a faturação eletrónica é, sem dúvida, uma aposta no futuro onde a tendência será, cada vez mais, descomplexificar o processo moroso e pesado, mais sujeito a falhas e esperas, que envolve a comunicação de parceiros de negócio, clientes e fornecedores.

Em resumo, este novo modelo de faturação eletrónica, que em Portugal já se encontra consideravelmente desenvolvido e enraizado, melhora eficazmente a economia na gestão de recursos relacionados com todos os processos de emissão e recepção de facturas.

 

Artigo original publicado no Computerworld, a 23/03/2016.

Subject: SaphetyDoc, EDI & Electronic Invoicing, Portugal, 2016

Frederico Gamboa

Publicado por Frederico Gamboa

Business Development Manager at Saphety (Linkedin)